
FOTOGRAFIA • NATUREZA • OLHAR
Catarina Tokatjian
Fotógrafa, mentora e criadora de experiências que usam a fotografia para aproximar pessoas da natureza e desenvolver um olhar mais atento, sensível e autoral
Os bichos me ensinaram a esperar
Talvez essa seja uma das coisas mais importantes que a fotografia de vida selvagem me ensinou.
Esperar. Observar antes de agir. Perceber antes de fotografar. Respeitar o tempo do outro. Aceitar que a natureza não acontece no nosso ritmo. E, quando a gente começa a respeitar isso, alguma coisa muda. Esperar um animal é treinar a atenção: voltar ao presente, de novo e de novo. Hoje eu ensino a fazer isso de propósito.
Foi nesse encontro com os animais que comecei a entender que fotografar poderia ser muito mais do que produzir imagens. Poderia ser uma forma de estar presente, de estar ali. Inteira. Atenta. Disponível para o que a natureza quisesse mostrar.
E talvez seja justamente aí que esteja uma das coisas mais bonitas da fotografia de vida selvagem. Ela pode mudar a forma como a gente olha para os animais, para a paisagem, para o tempo e, de alguma maneira, para nós mesmos. E, principalmente, de mudar a maneira como nos relacionamos com a natureza.
Sou Catarina Tokatjian, arquiteta, fotógrafa, mentora e criadora de experiências de conexão com a natureza através da fotografia.
Hoje, através da Jornada da Fotografia Selvagem, das imersões e das experiências que crio na natureza, eu compartilho a fotografia como uma possibilidade de conexão.
Com o comportamento dos animais, com a paisagem, com a nossa própria presença e com as histórias que a natureza está o tempo todo contando.
Porque, para mim, fotografar a vida selvagem nunca foi só sobre fazer uma boa foto.
É sobre aprender a olhar.
O meu propósito
Dar voz aos bichos
Em 2020, os incêndios no Pantanal mudaram para sempre a minha relação com a fotografia.
Fui convidada pela Ampara Silvestre para fotografar animais resgatados depois das queimadas. Diante daqueles corpos marcados pelo fogo e daqueles olhares carregados de histórias, entendi que algumas fotografias precisam fazer mais do que registrar.
Precisam aproximar. Despertar. Fazer alguém olhar para um animal e enxergar uma vida, e não apenas uma imagem.
Foi ali que comecei a entender a fotografia como uma forma de dar voz aos bichos. Desde então, cada fotografia carrega essa responsabilidade: ampliar o nosso olhar sobre a vida selvagem e sobre a maneira como escolhemos nos relacionar com ela.
Cada clique pode ser um ato de consciência.
Fotografar a vida selvagem não é apenas registrar o que vimos. É uma oportunidade de ampliar o olhar sobre aquilo que queremos preservar.
O meu caminho
Compartilhar o olhar
Depois de tantos anos fotografando e aprendendo com a natureza, percebi que aquilo que eu havia aprendido não precisava ficar apenas nas minhas fotografias.
Eu poderia compartilhar esse olhar.
Foi assim que nasceu a Jornada da Fotografia Selvagem: uma forma de ensinar fotografia de vida selvagem unindo técnica, conexão com a natureza e narrativa visual.
Porque saber configurar uma câmera é importante.
Mas saber o que observar, quando esperar, o que respeitar e por que aquela imagem merece ser feita muda completamente a experiência de fotografar. Tenho visto que, quando a técnica está segura, a atenção fica livre para estar presente, e é aí que a alegria de fotografar em campo aparece.
Hoje, essa jornada continua também nas imersões e na comunidade, onde pessoas diferentes se encontram para praticar não apenas a fotografia, mas o olhar.
Quando mudamos a forma como vemos a natureza, mudamos também a forma como nos relacionamos com ela.
O mundo que aprendi a olhar
Cada fotografia carrega um encontro, uma espera, uma história. Algumas nasceram em segundos. Outras exigiram horas de silêncio.






Talvez o próximo olhar seja o seu.
Existem muitas maneiras de começar essa jornada. Você pode aprender de onde estiver, mergulhar em uma experiência na natureza ou simplesmente começar a olhar diferente para o lugar onde já está.
Jornada da Fotografia Selvagem
Para quem quer desenvolver o olhar, aprender fotografia de vida selvagem e construir uma relação mais profunda com a natureza.
Conheça a Jornada →Imersões na Natureza
Para quem quer sair da tela e viver esse olhar em campo, em lugares onde a natureza conduz a experiência.
Ver Imersões →Entre para a Comunidade
Para quem quer continuar praticando o olhar, compartilhando experiências e aprendendo junto depois da Jornada.
Conheça a Comunidade →